Redes Sociais

Nosso Whatsapp

 (88) 9 9251 6601

Encontre o que deseja

NO AR

Ibiapaba FM

    Mundo

Peixe-leão não oferece risco de acidentes para turistas e banhistas, dizem pesquisadores

O peixe-leão, espécie encontrada diversas vezes no litoral cearense

Publicada em 09/05/22 as 19:48h por G1/Ceará - 12 visualizações

Compartilhe
   
Link da Notícia:
 (Foto: G1/Ceará)
O peixe-leão, espécie encontrada diversas vezes no litoral cearense nas últimas semanas, não oferece riscos para banhistas e turistas, conforme pesquisadores que participaram de uma reunião proposta pelo Observatório Costeiro e Marinho do Ceará (OCMCeará), que aconteceu na última sexta-feira (6). Os animais geralmente preferem viver em ambientes rochosos e em corais.
O pesquisador Tommaso Giarrizzo iniciou as discussões explicando sobre o primeiro registro do peixe no litoral cearense, em 12 de março de 2022. Ele disse que já foram registrados mais de 40 animais entre Bitupitá e Itarema, um trecho de 160 km.

A origem do recente aumento no aparecimento de peixes-leão no Ceará pode estar ligada a uma migração da região do Caribe, onde há maior abundância da espécie. Lá, cerca de 70% dos acidentes registrados estão relacionados à manipulação do peixe em capturas, segundo estudo citado por Giarrizzo. Além disso, não há ainda registros de peixe-leão em locais com mergulho para fins turísticos ou recreativos no litoral do Ceará. “Portanto não existe, até o momento, riscos de acidentes com turistas e banhistas”, disse.
A Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema) salienta que o peixe-leão não apresenta valor comercial, ou seja, não deve ser colecionado ou utilizado na gastronomia. Os exemplares capturados devem ser encaminhados para o Instituto de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC) ou para o Instituto Federal do Ceará (IFCE) em Acaraú para poderem ser estudados.

Já Vidal Haddad Jr., professor da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista, falou sobre a invasão do peixe-leão nos EUA e Caribe e explicou que o veneno do peixe não é letal e, tampouco, pode causar paradas cardíacas.

“O veneno é cardiotóxico e citotóxico além de conter acetilcolina e neurotoxinas que afetam a transmissão neuromuscular. O contato com o veneno do peixe causa dor intensa, o que leva a náuseas, cefaleia, além de causar eritema e inchaço no local”, explicou o pesquisador.

Ele estuda o assunto há 30 anos e é consultor do Ministério da Saúde para o Programa de Animais Peçonhentos (aquáticos). Ele explicou o que deve ser feito em casos de acidente, mas tranquilizou com relação à probabilidade desses casos.

A recomendação, em caso de acidente, é mergulhar o local afetado em água quente e procurar atendimento médico. Ele também destacou que o peixe-leão não representa perigo para banhistas, uma vez que se trata de um peixe que vive em ambientes recifais/rochosos e que acidentes com banhistas nunca foram relatados.





ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário


Insira os caracteres no campo abaixo:


Nosso Whatsapp

 (88) 9 9251 6601

Comercial - (88) 9 9251-3177 - Todos os direitos reservados