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Apenas quatro municípios cearenses não têm casos da Covid-19

Publicada em 21/05/20 as 06:55h por Antonio Rodrigues /Honório Barbosa, regiao@svm.com.br - 342 visualizações

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Mesmo sendo cidades pacatas e de poucos habitantes, diversas medidas de enfrentamento ao novo coronovírus foram adotadas, como as barreias sanitárias na entrada de cada município  (Foto: JOÃO ALVES)

Apesar do avanço da Covid-19 no interior cearense, quatro municípios resistem e estão conseguindo manter a ausência da doença: Altaneira e Granjeiro, no Cariri; Baixio e Umari, na Região Centro-Sul. Essas cidades estão entre as 12 menos populosas do Estado e, em todas elas, os gestores aplicaram ações preventivas antes mesmo da explosão dos casos. Especialistas avaliam que as medidas adotadas são importantes, mas ressaltam que "é questão de tempo que o vírus se espalhe por todo o Estado". Porém, eles ponderam que o mérito reside em frear a rápida propagação para que o sistema de saúde público, já fragilizado, possa resistir e garantir assistência adequada.

O presidente da Associação dos Municípios do Ceará (Aprece), Nilson Diniz, se mostrou preocupado com a disseminação do vírus em quase 98% das cidades cearenses. "Faz tempo que a gente vem avisando que ia chegar e vai, infelizmente, atingir todas as cidades, é só uma questão de tempo", avaliou.

"Muitos não colaboram, não acreditam na gravidade, mas quando começar a morrer gente da sua família, eles vão sentir a seriedade". Diniz defende com rigor o fechamento do centro comercial. "Nas cidades do interior é onde estão os bancos, o comércio e atrai muita gente".

O médico sanitarista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Odorico Andrade, também se mostrou preocupado com o avanço da Covid-19 no interior. "Precisamos frear a velocidade de contágio porque as pequenas cidades não têm suporte de atendimento e nem profissionais em quantidade necessária", frisou. "Só há um jeito para reduzirmos o número de doentes é com a aplicação de medidas de fechamento do centro urbano e rígido isolamento social".

A presidente do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems), Sayonara Moura, reforça esse temor de estrangulamento das unidades de saúde e ressalta que as cidades "não têm como cuidar de muitos doentes de uma só vez". Ela lembra que "faltam estrutura e profissionais, e por isso deve-se investir em bloqueios, monitoramento de suspeitos, isolamento e testagem".







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