Redes Sociais

Nosso Whatsapp

 (88) 9 9251 6601

Encontre o que deseja

NO AR

Playlist da Ibiapaba

    Brasil

Saída de Teich escancara incertezas na condução da crise na Saúde

Publicada em 16/05/20 as 06:04h por Luana Barros, luana.barros@svm.com.br - 51 visualizações

Compartilhe
   
Link da Notícia:
O agora ex-ministro não concordou em endossar posicionamentos do presidente em relação ao enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. Instabilidade na Pasta gerou críticas de governadores e parlamentares  (Foto: AFP)
Nelson Teich não conseguiu atingir os 30 dias à frente do Ministério da Saúde. Em meio à pandemia, ele anunciou ontem o pedido de demissão do cargo e se tornou o segundo ministro a deixar o comando da Pasta em meio à crise sanitária causada pelo novo coronavírus no País. As razões para a saída seguem o mesmo roteiro daquelas que fizeram o antecessor, Luiz Henrique Mandetta, deixar o Governo: divergências quanto ao uso da cloroquina em estágios iniciais da Covid-19, devido à falta de estudos conclusivos sobre a eficácia do medicamento, e quanto ao fim do isolamento social, no momento em que o Brasil supera as 14 mil mortes por Covid-19.

A defesa das duas medidas tem sido posicionamento inflexível do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido), apesar das indicações contrárias de autoridades de saúde do mundo inteiro. Ele segue, agora, para a escolha do terceiro ministro da Saúde em menos de dois anos de Governo.


A gestão de Teich teve pouca efetividade nas medidas de contenção à pandemia. Durante curto pronunciamento após deixar o cargo, o ex-ministro citou apenas as habilitações de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no País, além da compra e distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de respiradores. Falou, ainda, de viagens realizadas a cidades mais atingidas pelo vírus. As duas ações que haviam sido foco do discurso que fez ao tomar posse foram ressaltadas como sendo suporte para futuras medidas.

Programa de testagem para a doença, sobre o qual não entrou em detalhes, foi definido como "fundamental para definir estratégias e ações". Além disso, disse deixar um plano com diretrizes que indicam diferentes níveis de isolamento social a serem adotados por estados e municípios, com base na avaliação de diferentes indicadores. O planejamento havia sido ponto de divergência do então ministro tanto com secretários estaduais e municipais de saúde quanto com o próprio presidente.

Explicação

Apesar das divergências que o levaram a deixar o cargo, Teich evitou explicar as razões da saída ou tecer críticas ao presidente e agradeceu a Bolsonaro pela nomeação. "A vida é feita de escolhas e hoje escolhi sair", afirmou. A demissão, no entanto, ocorreu após uma semana de desgaste entre ele e Bolsonaro.

Na segunda-feira (11), Nelson Teich foi informado pela imprensa de decisão do presidente de aumentar a lista de atividades essenciais com salões de beleza, academias e barbearias. O fato reforçou a visão de que o ministro estava afastado de decisões que interferem em recomendações da área da Saúde.

Contudo, a gota d'água foi motivada pela insistência de Bolsonaro em aplicar o uso da cloroquina para tratar pacientes com Covid-19. Teich havia chegado a consultar pesquisadores nos últimos dias sobre os estudos envolvendo a droga. Foi aconselhado a não acatar a ideia do presidente. Na quinta-feira (14), os dois conversaram e não houve acordo sobre o tema.

Mais tarde, em uma transmissão ao vivo, Bolsonaro insistiu no tema e disse que haveria mudança no protocolo do Governo em relação à cloroquina, o que desagradou ao ministro. Quando, ontem, o presidente disse que a Pasta passaria a recomendar o uso do medicamento logo no início do tratamento de pacientes com a infecção, o ministro preferiu deixar o cargo.

A conversa que os dois tiveram no Palácio do Planalto durou cerca de 15 minutos e o pedido de demissão surpreendeu inclusive assessores próximos ao presidente. O secretário-executivo, general Eduardo Pazuello, assume interinamente. Ele é cotado para ficar definitivamente no cargo.

Pouco após o anúncio do pedido de exoneração, a médica Nise Yamaguchi, uma entusiasta do uso da cloroquina para casos de Covid, esteve no Palácio do Planalto. O médico Cláudio Lottenberg, do Sírio Libanês, e Ludmila Hajjar, do Hospital do Coração, cotados na saída de Luiz Henrique Mandetta, também voltaram a ser avaliados.






ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário


Insira os caracteres no campo abaixo:


Nosso Whatsapp

 (88) 9 9251 6601

Comercial - (88) 9 9251-3177 - Todos os direitos reservados