Ibiapaba FM 98,1 - Anvisa libera remédio de lupús e esclerose para crianças e adolescentes

Anvisa libera remédio de lupús e esclerose para crianças e adolescentes

Como o ataque afeta a comunicação entre o cérebro e o corpo, os sintomas são diversos e variam de acordo com a área afetada.


23/07/2026 08:46:17

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes por meio de medicamentos. Agora, crianças a partir de cinco anos com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo poderão ter acesso ao Benlysta (belimumabe). Assim como adolescentes de 12 anos ou mais conseguirão o Ocrevus (ocrelizumabe), destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente.

O Benlysta é indicado para pacientes com alto grau de atividade de lúpus, que também estejam em tratamento padrão com corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

“Embora a formulação intravenosa do medicamento já esteja aprovada para pacientes pediátricos, disponibilizar uma alternativa subcutânea (aplicada abaixo da pele) pode reduzir a necessidade de deslocamentos a centros de infusão, favorecendo a conveniência do tratamento e maior conforto dos pacientes”, explicou a Anvisa.

Já o Ocrevus é destinado ao tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente. Os pacientes com 12 anos ou mais e peso corporal igual ou superior a 40 kg poderão acessar o remédio que contribui para a redução da atividade inflamatória da doença.

O lúpus é uma doença autoimune crônica, frequentemente associada a maior atividade inflamatória, maior carga sistêmica da doença e maior risco de dano orgânico ao longo do tempo quando comparado ao lúpus em adultos.

A esclerose múltipla é uma doença neurológica, autoimune e crônica que atinge o sistema nervoso central. Neste caso, o próprio sistema de defesa do corpo ataca a bainha de mielina (camada que reveste os nervos), causando inflamações e lesões.

Como o ataque afeta a comunicação entre o cérebro e o corpo, os sintomas são diversos e variam de acordo com a área afetada. Potencialmente agressiva, é considerada uma condição rara no público pediátrico, correspondendo a aproximadamente 3% a 5% dos casos. Mas a doença costuma apresentar atividade inflamatória significativa nos pacientes mais jovens, com maior frequência de surtos e potencial impacto sobre o desenvolvimento.

Fonte : Jornal jangadeiro 
 

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