Ceará confirma 3 casos de gripe K, novo subtipo da Influenza A
A nota explica que “historicamente, a H3N2 apresenta uma taxa de mutação mais acelerada que o H1N1, o que leva à formação frequente de novos clados.
04/03/2026 08:44:07
Pelo menos três casos da gripe K, subtipo da Influenza A, foram registrados no Ceará em 2026, sendo dois deles em Caucaia e um em Fortaleza. Os casos foram identificados entre as semanas epidemiológicas 1 e 5, ou seja, entre o dia 4 de janeiro deste ano e o dia 7 de fevereiro. As informações foram divulgadas na última nota técnica da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) sobre a virose.
Segundo o documento, publicado no dia 22 de fevereiro, 11 amostras foram coletadas para análise no período. Dessas, oito amostras eram do subtipo A (H3N2), sendo três do subclado K.
A nota explica que “historicamente, a H3N2 apresenta uma taxa de mutação mais acelerada que o H1N1, o que leva à formação frequente de novos clados. Essa diversidade, especialmente no que se refere às alterações antigênicas, exige monitoramento contínuo e detalhado da circulação viral”.
Portanto, a gripe K não é transmitida por um vírus totalmente novo, mas resultado de uma evolução genética da influenza A com alta taxa de transmissibilidade.
Segundo o secretário executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, o médico epidemiologista Antonio Silva Lima Neto, o “Tanta”, a H3N2 tem dominado o cenário epidemiológico no Ceará neste ano, fato que requer atenção.
“É só esse subtipo [H3N2] que circula nesse momento. E esse subtipo, eventualmente, pode estar associado a essa espécie de variação genômica, é o mesmo subtipo, sendo que ele tem um clado, um galhozinho K, que aumenta a transmissibilidade, mas não muda a virulência e também é protegido por vacina”, explica Tanta.
O médico ainda destaca que, em 2026, houve antecipação da temporada de gripe no País e também no Ceará e isso "pode estar relacionado com esse isolamento do subclado K”.
“Todos os casos em que conseguimos isolar o subtipo da influenza que está circulando, chama-se H3 sazonal, que é um subtipo clássico de influenza sazonal que já ocorre há décadas”, completa.
fonte : Diario do nordeste