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Falta de energia agrava crise em hospitais e mortos chegam a 21 na Venezuela

Publicada em 12/03/19 as 10:32h por Diário do Nordeste - 19 visualizações

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Os hospitais do país já estavam em crise em razão da falta de insumos e de falhas de equipamentos, mas nos últimos dias a situação foi agravada pelo apagão  (Foto: Foto: Cristian Hernandez / AFP)
O número de mortes em hospitais pelo blecaute que atinge a Venezuela desde a quinta-feira subiu para 21 na segunda-feira (11), de acordo com a ONG Médicos pela Saúde, que há cinco anos registra as deficiências dos 40 maiores hospitais do país.

De acordo com a ONG, apenas no Hospital Manuel Núñez Tovar de Maturín, no Estado de Monagas, no leste da Venezuela, 15 pessoas morreram em razão de falhas no fornecimento de energia. Em Caracas, quatro recém-nascidos não resistiram ao apagão e também faleceram. Em Maracaibo, no Estado de Zulia, um bebê também morreu em decorrência da falta de luz. Em Maracay, no Estado de Aragua, região central da Venezuela, a vítima foi um adulto.


Os hospitais da Venezuela já estavam em crise em razão da falta de insumos e de falhas de equipamentos. Nos últimos dias, a situação foi agravada pelo apagão. Agora, eles dependem de geradores para o funcionamento de áreas como terapia e emergência. Médicos consultados disseram que, embora existam instalações, algumas não funcionaram e outras tiveram falhas técnicas ou faltou combustível.

O governo chavista negou o agravamento da crise no sistema de saúde. "O plano de contingência funcionou, se surgiu alguma falha foi corrigida, e os pacientes que o pediram foram transferidos", disse o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, acrescentando que o governo garantiu combustível e água.

O médico Julio Castro, porta-voz da organização, contestou a versão oficial do governo chavista. "Nós conhecemos os hospitais. Quando divulgamos esses relatórios é porque nossos médicos e nossas enfermeiras tiveram contato com a história, com as certidões de óbito e sabem o que ocorreu. Pode haver mais (mortos) nos hospitais. É possível", disse Castro.

Segundo ele, a ONG esteve em um dos hospitais de Caracas, que atende crianças, mas seus médicos foram barrados por policiais. Mães que estavam dentro do hospital gritavam que não tinham comida e pediam aos agentes que permitissem a entrada dos médicos, mas sem sucesso.






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1 comentários


Jean Carlos

13/03/2019 - 06:56:30

É lamentável e muito triste o que acontece na Venezuela. Um governo falido que busca a todo custo se manter no poder, apoiado por China e mais ativamente pela Russia que apenas tem interesse nas ainda enormes reservas de petróleo Venezuelanas.E do outro lado os Estados Unidos apoiado por outros países da América Latina que vem tentando de alguma forma derrubar o atual governo e instalar alí outro que sirva aos seus interesses, que claramente são as reservas de petróleo.E em meio a esse jogo de interesses está o povo Venezuelano, que parece não significar absolutamente nada para o governo e muito menos para as potências que muito se empenham para "ajudar" a Venezuela.Que Deus abençoe a todo o povo Venezuelano e não permita que a Venezuela vire um novo Iraque.


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